sábado, 14 de maio de 2011

A escrita, o inventado, a realidade

Gostava de ser capaz de escrever o inventado, aquilo que nunca aconteceu ou que já aconteceu mas não comigo, aquilo que é parvo mas que escrito até tem graça, aquilo que me apetece... Mas não. Apenas consigo escrever sobre mim, sobre o que me aconteceu ou não aconteceu, sobre o que sinto... É uma forma de escrever, eu bem sei... Mas às vezes gostava... Mas não consigo sair da minha realidade e esquecer-me daquilo que me completa, daquilo que me caracteriza. Talvez seja porque gosto demasiado da vida que tenho para querer outra diferente. Talvez porque o que vivo vivo tão intensamente que apenas me lembro disso quando escrevo, que apenas quero transmitir um pouco dessa intensidade para as palavras, para ficarem registadas num tempo, no tempo. Talvez porque, apesar de gostar de inventar, não gosto de escrever o que invento ou imagino. Não sei porquê. Mas não me parece natural... E por isso sou assim: sentimentalista! Sentimentos, emoções, emoções, sentimentos.... Tudo!

1 comentário:

Di disse...

Escrever a nossa vida é testemunho. Há quem tenha o dom de inventar histórias que nada têm que ver com a sua vida mas aqueles que sabem e têm vontade de escrever a sua creio eu têm muito mais mérito.
Eu gosto de ler a tua história :)